Guilherme Rosso (segundo da direita para a esquerda), graduando concluinte da Escola de Ciências e Tecnologia, no Encontro de Orientações para Bolsistas do programa Ciência sem Fronteiras.
Foto: Divulgação

 

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estudante Guilherme Rosso, discente do Bacharelado em Ciências e Tecnologia (BCT) da UFRN, foi convidado para participar do Encontro de Orientações para Bolsistas do programa Ciência sem Fronteiras (CsF). A edição do evento, voltada para novos intercâmbios acadêmicos nos Estados Unidos, aconteceu no dia 26 de fevereiro, em Brasília, no edifício-sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e teve entre seus objetivos promover o compartilhamento da experiência dos ex-bolsistas e das expectativas dos organizadores e dos novos participantes do programa.

O encontro contou com a presença do Ministro da Educação, Henrique Paim, do presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, do presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, de representantes da Embaixada Americana e da Comissão para intercâmbio educacional entre os Estados Unidos e o Brasil (Fullbright), além de 200 novos bolsistas e de 8 ex-integrantes do intercâmbio acadêmico, entre eles, Guilherme. A performance durante o programa, na Clark University em 2012, rendeu ao discente da ECT o convite para contribuir na discussão sobre a responsabilidade e o compromisso dos novos bolsistas com a transformação da realidade brasileira, um dos temas do evento.



Não posso deixar de ressaltar a receptividade do pessoal da Capes, do empenho e motivação que eles têm em gerir e manter o programa CsF funcionando.


Guilherme, atualmente concluinte do Bacharelado em Ciências e Tecnologia (BCT) da ECT, fez parte da primeira turma de bolsistas da graduação-sanduíche do CsF e seu desempenho no intercâmbio acadêmico lhe viabilizou a oportunidade de ler uma carta de agradecimento, em abril de 2012, à Presidenta Dilma Rousseff, durante missão diplomática brasileira nos Estados Unidos, composta, ainda, pelos então Ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Ciência Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp. Na análise de Rosso, a edição americana de 2014 do Encontro de Orientações para Bolsistas foi positiva: “Não posso deixar de ressaltar a receptividade do pessoal da Capes, do empenho e motivação que eles têm em gerir e manter o programa CsF funcionando em ordem. O contato não foi mais através de número e letrinhas numa tela de computador, então pudemos realmente ver o excelente trabalho de todos que por lá estão”.

O BCT e o CsF

O BCT é um ambiente favorável ao desenvolvimento de potencialidades para programas de mobilidade acadêmica. Além do CsF, discentes da ECT já foram aprovados em programas como o Brafitec, da rede franco-brasileira para formação de engenheiros, e o de intercâmbio luso-brasileiro Santander Universidades. Entre 2012 e 2013, a ECT teve 47 discentes participando do CsF, fazendo graduações-sanduíche em diversos países: Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá, Espanha, EUA, Finlândia, França, Japão, Portugal e UK.

De feição interdisciplinar, o perfil dos discentes do BCT está em total alinhamento com o objetivo do programa CsF em “promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação” (Portal do CsF). Na base da estrutura curricular do BCT, além de uma robusta formação nos conhecimentos de matemática, de física, de química, de informática, bem como de práticas de leitura e escrita, é trabalhada a percepção dos discentes sobre os impactos da ciência e da tecnologia nas dinâmicas da sociedade.

Dentro dos impactos esperados, vale ressaltar a visão de Glaucius Oliva sobre o programa de mobilidade acadêmica como instrumento transformador de vidas e de sociedade: "Os bolsistas do CsF constituem um grupo seleto que pelos próprios méritos conseguiram essa oportunidade de realizar um ano da graduação fora do país. É um prêmio, mas também uma grande responsabilidade. Essa oportunidade vem de recursos públicos, de impostos que todos contribuímos e representa um investimento para o aprendizado individual, mas também social. Vocês vão voltar e, ao longo da vida profissional, vão aproveitar a rede de contatos criada e o conhecimento adquirido para ajudar o Brasil a se tornar uma sociedade menos desigual e, para isso, precisamos inovar”.

Participar da graduação-sanduíche no exterior é um diferencial no currículo de qualquer estudante, de acordo com Henrique Paim: “Os bolsistas aqui presentes são o futuro da ciência aplicada no Brasil. Dentro de alguns anos, quando forem pesquisadores e professores do futuro, poderão trazer mais desenvolvimento e crescimento ao país". Somando vozes, Jorge Almeida Guimarães afirma que a participação no programa permite oportunidades únicas aos estudantes brasileiros: "Os bolsistas do Ciência sem Fronteiras têm a possibilidade de conviver por algum tempo nas melhores universidades do mundo".

Criado em julho de 2011, o CsF é “fruto do esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC”. (Portal do CsF)